O Homem Mais Rico da Babilônia: resumo do livro, as 5 leis do ouro e o que aplicar hoje
Neste artigo
Em resumo
- Livro: O Homem Mais Rico da Babilônia, de George S. Clason, publicado em 1926. Um clássico da educação financeira contado em forma de parábolas.
- A lição principal: guarde para você pelo menos 10% de tudo o que ganha, antes de pagar qualquer outra coisa.
- Depois, faça esse dinheiro trabalhar por você e só invista em algo que você entende, ouvindo quem entende.
- Abaixo: a história de Arkad, as 3 lições, as 5 leis do ouro e os 7 meios de encher uma bolsa vazia.
O Homem Mais Rico da Babilônia é um dos livros de finanças pessoais mais lidos do mundo, e um dos mais simples. O americano George S. Clason inventou uma série de parábolas passadas na antiga Babilônia para ensinar princípios que continuam valendo quase cem anos depois: gastar menos do que ganha, poupar antes de gastar e fazer o dinheiro render.
Eu fiz uma resenha em vídeo com as ideias para aplicar imediatamente:
A história: por que Arkad ficou rico e os amigos não
O livro começa com dois amigos de infância, Bansir, fabricante de carruagens, e Kobbi, músico. Os dois trabalham muito e continuam sem dinheiro. Um pede emprestado ao outro, que não pode emprestar sem faltar em casa. Bansir desabafa que acordou, lembrou que não tinha um centavo e sentiu uma revolta tomar conta dele.
É uma cena atual. No Brasil, a maioria das famílias vive com alguma dívida, e a sensação de trabalhar o mês inteiro para ver o dinheiro sumir é comum.
Os dois decidem procurar Arkad, um amigo que teve a mesma infância, sem nenhuma vantagem, e se tornou o homem mais rico da Babilônia. A pergunta deles é a do leitor: o que ele fez de diferente?
A resposta de Arkad começa com uma decisão. Um dia, ele declarou a si mesmo que iria reivindicar a sua parte das boas coisas da vida. Não precisa ser ficar bilionário: pode ser ter as contas em dia, não gastar mais do que ganha, ter paz financeira. Mas tudo começa com a decisão.
As 3 lições que Arkad aprendeu
Arkad era escriba e trabalhava copiando leis em tábuas de argila. Um agiota rico, Algamish, precisava de uma cópia com urgência. Arkad fez um trato: entregaria a tempo se Algamish o ensinasse a ficar rico.
1. Uma parte de tudo o que você ganha é sua
A primeira lição de Algamish é a mais famosa do livro: pague primeiro a si mesmo. Você paga o padeiro, o sapateiro, o dono da casa, e no fim do mês não sobra nada para você. Assim, você passa a vida trabalhando para os outros.
A regra: guarde pelo menos um décimo de tudo o que ganhar, antes de qualquer outra despesa. Cada moeda guardada é, nas palavras do livro, um escravo que pode trabalhar para você.
2. Ouça conselhos só de quem entende do assunto
Um ano depois, Arkad tinha juntado dinheiro e o entregou a um oleiro, um fabricante de tijolos, que ia viajar e prometeu comprar joias raras dos fenícios para revender. O oleiro não entendia nada de joias e voltou com vidro sem valor. Arkad perdeu tudo.
A lição: não peça conselho de investimento a quem não trabalha com aquilo. Sobre imóveis, pergunte a quem vive de imóveis. Sobre ações, a quem entende de ações.
3. Faça o dinheiro trabalhar e não gaste os rendimentos
Depois, Arkad começou a investir bem, mas gastava os rendimentos. Algamish o corrigiu: os rendimentos também precisam trabalhar. O dinheiro guardado gera frutos, e esses frutos geram outros frutos. É o que o livro chama de formar um exército de escravos dourados, que hoje chamamos de juros compostos.
As 5 leis do ouro
Mais à frente, o livro resume tudo em cinco leis:
- O ouro vem para quem guarda pelo menos um décimo do que ganha, criando uma reserva para o futuro e para a família.
- O ouro trabalha para quem encontra para ele um emprego lucrativo, multiplicando-se como os rebanhos no campo.
- O ouro fica com quem o investe com cautela, seguindo o conselho de quem entende.
- O ouro foge de quem o investe em negócios que não conhece ou que não têm a aprovação de quem sabe lidar com ele.
- O ouro foge de quem busca ganhos impossíveis, dá ouvidos a trapaceiros ou confia na própria inexperiência.
A quinta lei, traduzida para hoje: desconfie de promessa de dinheiro fácil. Se aparecer uma oportunidade em algo que você não entende, seja uma moeda digital da moda, um contrato de commodity ou um carregamento de produtos importados, e você não tem ninguém de confiança que entenda do assunto, fique longe.
Os 7 meios de encher uma bolsa vazia
Em outro capítulo, Arkad dá aulas aos babilônios e ensina sete “curas” para a falta de dinheiro:
- Comece a engordar a sua bolsa: guarde um décimo de tudo o que ganhar.
- Controle os seus gastos: separe o que é necessidade do que é desejo.
- Multiplique o seu ouro: coloque o dinheiro guardado para render.
- Proteja o seu tesouro contra perdas: priorize a segurança antes do lucro alto.
- Faça da sua moradia um investimento lucrativo: ter a própria casa.
- Garanta uma renda para o futuro: prepare-se para a velhice e para proteger a família.
- Aumente a sua capacidade de ganhar: estude, aprenda e fique mais habilidoso.
A sorte favorece quem age
Uma das partes de que eu mais gosto é quando perguntam a Arkad se ele não foi simplesmente sortudo. A resposta dele, resumida: ao longo da vida, ele viu as oportunidades aparecerem para todo mundo. Alguns agarram e seguem em frente. A maioria hesita, adia e fica para trás. A boa sorte favorece os homens de ação.
E a ação que mais rende é a sétima cura: aumentar a sua capacidade de ganhar. O maior ativo que você tem é o que está entre as suas orelhas. Ler um livro, aprender um idioma, fazer um curso, aprender a vender: cada habilidade nova deixa você mais valioso para sempre. Se você perdesse tudo amanhã, mas tivesse um ofício e soubesse aprender, recuperaria o que perdeu. É por isso que eu digo que aprender a aprender é o melhor investimento financeiro que existe.
Como aplicar o livro hoje
- Abra uma conta separada só para a sua reserva, de preferência sem tarifas.
- No dia em que o salário cair, transfira 10% para essa conta, antes de pagar qualquer coisa. Se 10% for impossível agora, comece com 5% e aumente.
- Não toque nessa reserva para viagens, festas ou compras por impulso. O livro avisa: quanto mais ela crescer, maior a tentação.
- Estude antes de investir. Leia, faça cursos, converse com quem vive daquilo.
- Reinvista os rendimentos em vez de gastá-los.
- Invista em você: reserve parte do tempo para aprender algo que aumente a sua renda.
Eu não sou consultor financeiro, e este texto não é recomendação de investimento. São os princípios do livro, que eu tento aplicar na minha vida e que funcionam.
O Homem Mais Rico da Babilônia
O livro de George S. Clason, em edição física, e-book e audiolivro.
O Homem Mais Rico da Babilônia ou Pai Rico, Pai Pobre?
Os dois livros se complementam. O Homem Mais Rico da Babilônia ensina o básico com histórias curtas: poupar, investir com cautela e evitar golpes. Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki, aprofunda a diferença entre ativos e passivos, a ideia de construir fontes de renda que trabalham por você. Se for ler só um, comece pelo da Babilônia, que é mais curto e direto. Veja também a minha resenha de Pai Rico, Pai Pobre.
Perguntas frequentes
Quem foi o homem mais rico da Babilônia? No livro, é Arkad, um personagem fictício. Ele começou pobre, como escriba, e ficou rico seguindo os ensinamentos de Algamish: guardar um décimo do que ganhava, investir com cautela e reinvestir os rendimentos.
Quem escreveu O Homem Mais Rico da Babilônia? George S. Clason, empresário e escritor americano. As parábolas foram publicadas inicialmente em folhetos distribuídos por bancos e reunidas em livro em 1926.
Qual é a principal lição do livro? Pagar primeiro a si mesmo: guardar pelo menos 10% de tudo o que ganha antes de qualquer outra despesa, e fazer esse dinheiro trabalhar por você.
Quais são as 5 leis do ouro? Guardar ao menos um décimo do que ganha; colocar o ouro para trabalhar; investir com cautela e com conselho de quem entende; não investir no que não conhece; e fugir de promessas de ganhos impossíveis.
Tem O Homem Mais Rico da Babilônia em PDF? O livro tem edições oficiais em e-book. Cópias em PDF distribuídas de graça na internet costumam ser piratas, sem autorização das editoras.
Vale a pena ler O Homem Mais Rico da Babilônia? Vale, principalmente para quem está começando a organizar as finanças. É curto, fácil de ler e as lições são simples de aplicar no mesmo mês.
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